segunda-feira, 9 de maio de 2022

.... ca... da...


Olá querido diário, como está?
Bem, eu estou bem emotiva e sufocada, há tanto medo e palavras afogadas em minha garganta que estou cansada.

Acho que dizer que estava grávida foi um erro.

Não, a gestação não é um erro. Mas, aos poucos tudo que me apeguei se dissipou como um algodão doce colocado na água.

Eu preciso comer, beber água. E isso esta cada vez mais doloroso, eu não quero. Para mim comer e beber água é um peso, queria ser apenas uma plantinha, adubo, sol, água e ser esquecida em algum lugar.

As vezes eu penso em como seria bom pensar em nomes, planejar as coisas do bebê. Mas aí eu me freio e não me permito pensar nele.
Ele esta ali, lutando para sovreviver. Eu estou esperando ele gritar para mim "estou aqui".

As vezes queria dizer a ele o quanto eu sinto muito. Que eu já parei de beber coisas com cafeína, cortei o chocolate e coisas doces. Que estou maneirando nos sucos cheios de frutose... E que é complicado viver só com 1 gole de coca-cola.

Ah, e eu parei minha medicação do psiquiatra. Eu achei que ficaria bem, que estava pronta. Bem, acho que não estou nada pronta. Kkkkkkk

Peguei um resfriado, meu olfato tá zuado. Eu não consigo comer, tenho ansia de vomito e enjôos, sinto muita dor nos ombros e dentes.

As vezes eu tenho alucinações e deito quieta como um animal ferido. Eu queria dizer que estou com dor. Mas... Percebo que não há ninguém para me ouvir chorar.


Tudo que sinto é meu choro entalado, meus olhos marejados. Eu estou uma pilha de emoções, quero chorar, rir e ao mesmo tempo ficar furiosa. Quero aceitar tudo isso... 

Na verdade, estou aceitando até que bem...

Ok, não estou nada bem. Minha boneca favorita não esta aqui, nem minha pelúcia favorita. Não há ninguém...

Somente eu e eu mesma. As minhas vozes ainda não voltaram, mesmo parando de tomar os remédios.

É um silêncio sufocante.

Eu quero desistir de viver. Esta mais doloroso do que nunca. Eu lutei tanto, eu me esforcei tanto. Mas... O que ganhei com isso?

Mais e mais contas e despesa. Eu não tenho esperanças de salvação para mim.

Tudo que eu penso é ter minhas patas em um novo bicho de estimação. Ser egoísta de dizer: "Se falhar" esta tudo bem.

Eu queria pensar mais no meu bebê. Mas... O medo me congela.... E se eu ama-lo e ele for tirado de mim?

Eu amei meus caranguejos, eu amei meu paladar, meu olfato, minha sanidade, meu companheiro de conversa...

Tudo isso, foi arrancado impiedosamente de mim... 

Talvez eu deva ficar quieta e fingir que não sinto nada... Assim nada mais poderá ser arrancado de mim...

Não vou mais sofrer...


Arrancada, despedaçada
Quebrada, machucada
Frustrada, magoada
Isolada... Abandonada?

O tempo é algo que tenho sobrando. Mas não sinto que tenho saúde para nada.

Tudo dói, machuca, cansa... Exige esforço...


Eu me esforcei muito... 
Mas... Não me sinto recompensada. Apenas cada vez mais magoada e iludida.

Não vejo sentido em me esforçar...
Sabe, não é que eu não queira. Eu simplesmente não posso, pois... Parece que quanto mais me dedico, pior fica.

sexta-feira, 22 de abril de 2022

eu... sou obrigada?


Eu sou obrigada? Um amigo disse para eu fazer uma surpresa ao meu amor, me deu dicas e eu fingi que fiz o que ele disse. Não estava afim de fazer, preferi só fingir e entrar na brincadeira.
Depois ele me perguntou como foi. E eu disse "foi bom". Ele disse que sou obrigada a detalhar por que ele deu a idéia.

Bem... Isso me chateou. Por que... Bem, eu falo muita coisa abertamente, não temo falar da minha vida íntima ou das minhas dores. Mas as vezes... Eu quero falar quando eu quero... Não gosto de ser "obrigada abrir o jogo".

Eu não acho que eu seja bonita o bastante para alguma coisa. Sabe, as coisas não estão fáceis. Mas eu não quero mais ferrar a minha cabeça em troca de dinheiro. Eu tô começando a pensar em ser qualquer coisa desde que isso traga o prato de comida na mesa.

As vezes acho que eu sou uma baita preguiçosa, é assim que eu me sinto. Uma preguiçosa sem energia para nada. Eu sempre tento meu melhor, cozinho o melhor que posso. Mas... Isso é o bastante? Acho que não, o mundo não é feito pela meritocracia.  Eu posso dar duro e mal ter comida na mesa.

Eu penso que quero reconhecimento. Mas... Eu mesma não consigo ver alguma coisa boa em mim. Hoje eu quero só me esconder. Mas... Não posso ficar assim pra sempre, não?

Eu vou divertir as pessoas em teoca de um trocado. Eu preciso desenhar? Tirar fotos? Dizer o que você quer ouvir? Eu serei uma boneca de aluguel.

É horrível, não? Mas... Isso machuca menos a minha cabeça que me enfiar em uma linha de produção e tentar fingir que estou bem, mas eu to um lixo.

Eu sei, estou acima do peso. Eu não saio da cama para quase nada, eu preciso comecar me exercitar. Mas a verdade é que penso mais em uma dieta mais leve. Pois... To desanimada de comer quando estou sozinha. E eu odeio sair sozinha, me sinto desprotegida e frágil. Odeio essa sensação.

Ok, vamos lá novamente ser uma boa boneca. Eu não quero. Mais quais são minhas opções?
Eu preciso comer e tenho pessoas importantes que precisam de mim.


Sabe, nada que alguém me disser é pior do que os monstros me comendo por dentro. Eu preciso de ajuda... Mas acho que sou um peso. Então preciso... Aprender a me cuidar sozinha.

Aliás, eu fiz 27. Achei que as coisas iam melhorar ao ser adulta. Mas... Eu ainda me sinto como a mesma adolescente ferida... A dor não diminuiu tanto. Por que diabos... Isso não passa?

Bem, eu tento só me encher com distrações e engolir tudo isso. Afinal, preciso ser paciente. É o que me dizem. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Noite em claro, moral é claro

Passei a noite em claro depois de um pesadelo. E infelizmente, eles são memórias de um passado distante.

Às vezes eu me pego perguntando. O que aconteceu comigo?
A minha mãe abraça minha foto de quando era criança, beija e diz que ama. Mas quando ela me vê ela me olha e diz friamente bom dia. Ela já gritou comigo várias vezes. Você é um monstro.

Eu cresci assim, do bebê mais lindo do mundo para o monstro que ela não podia jogar fora. Ela dizia que não podia me dar para adoção pois não era moralmente correto uma mãe fazer isso. Mas ela me odiava. E não permitiu ninguém mais ser minha mãe, ninguém mais me amar.

Eu ainda sinto isso. Para aonde foi aquele amor? Por que diabos Deus permitiu que eu crescesse?

Ainda me lembro dela calando meu choro no tapa mandando ser adulta, que eu era o monstro que a impedia de dormir.

Eu fui o monstro do armário do meu irmão, lia histórias, fazia seu jantar, lhe dava banho e ficava a dar remédios e medir sua febre. Eu precisava bater nele quando ele fazia merda, mas… eu pegava o chinelo macio e as vezes mandava ele chorar e berrar como se doesse, pois… Ela estava olhando.

Eu desejava fazer o que fizeram comigo...
Eu queria ver o que os adultos viam quando eu gritava... Eu preciso saber...

Então, eu vim ser o monstro que sempre quis ser aqui. Eu pego minhas bonecas e digo. Vamos quebra-las juntos?

Isso é moralmente correto? Não... Nós sabemos que não. Mas, eu não posso dormir sem reviver essas memórias... Vamos lá... Vem brincar comigo.

Me deixe ter "pesadelos" acordada. Por que quando eu fechar os olhos. Quero me esquecer da minha infância.

Ou quem sabe, passar alguns lápis de cor pastel nisso tudo. Ou… tirar todas as cores e deixar só preto e branco e retorcer tudo isso em palavras.

O monstro ainda se lembra do bebê alegre que um dia fui… o que raios houve comigo? Por que isso me afeta tanto?

Sabe… eu odeio as minhas fotos. Minha mãe as ama. Como jamais vai me amar um dia.

Afinal, eu sou o monstro da casa. E é moralmente errado ela me jogar fora e me libertar. Ela precisa me manter na gaiola e fingir que me ama. Afinal, ela é minha mãe
 Mas, acredito que eu teria mais valor sendo enterrada. Pois, ela sempre diz como é ruim ser mãe de uma filha morta. Afinal, eu sou só um monstro.

Eu odeio o moralmente correto.

Para mim prioridade é: tem vítimas? Isso fere alguém física ou psicologicamente? Não? Então vamos fazer o moralmente correto.

O moralmente correto faz vítima? Então... Talvez devemos ser imorais, não?

Bem, isso me faz um monstro. É o que dizem...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Cansaço...


Eu já disse o quanto eu gosto dessa Arte? Talvez você já tenha a visto tantas vezes que já enjoou..

Bem, não estamos aqui para fugir do foco, não é mesmo? Estou aqui para escrever mais uma página nesse diário online, dizer minhas lamentações como sempre, tentar me sentir mais leve.

Os dias são solitários, as vozes se foram e eu não quero mais medicação, quero me agarrar a zona desconfortável da minha vida onde eu sabia com o que eu estava lidando. Essa de navegar em águas desconhecidas é muito cansativo.


Estou aqui chateada, nervosa e estressada. Não há muitas pessoas para interagir, e cada interação me sinto mais imcompreendida. Isso me cansa e me puxa para baixo, como um mar tempestuoso que habita em minha alma e nada faz ele acalma-lo. 

Restando apenas a luxúria como o único sentimento que faz com que essa sensação desagradável passe. Quero só ver coisas de feitiches, quero apenas escrever e jogar jogos de RPG escritos por chat com cunho sexual onde me sinto satisfeita. Onde essa frustração suma.


Eu quero mesmo só me afogar nisso. E cada vez mais isso vira um ciclo exaustivo e cansativo. Não sinto que eu consiga interagir com as pessoas, não sinto que eu seja agradável ou algo assim. Sou a garota estranha sentada no canto da festa tentando se socializar com algum bicho de estimação, a garota que mesmo no próprio aniversário é expulsa da festa.

Eu sou essa menina estranha, sedenta sempre por mais e mais. Seria atenção? Seria a sensação de sentir algo? Dor, angústia ou prazer?... Só Deus sabe...

Na verdade... Eu sei, mas talvez só não queira admitir... De fato, estou cansada.

Cansada do silêncio da minha cabeça, viver sem as alucinações auditivas, cansada de se sentir sozinha, cansada... Cansada... É tudo que estou a dizer... Seria o que me define?

Cansaço e a sede por mais? Estou frustrada... Sim, eu estou...

domingo, 17 de outubro de 2021

A passagem da vida...


A minha avó paterna se mudou para o céu. Eu morei a infância quase toda com ela, mas não acho que isso basta para que eu chore muito por ela. Fiquei triste pelo meu pai, mas ela era uma pessoa de idade e eu já esperava que cedo ou tarde ela se fosse.

Mas, a vida segue e...

"Fui limpar o face fake. Achei um perfil memorial, isso gelou minha alma.

Abri e fiquei horas investigando quem era. Morreu 4 anos atrás, paramos de se falar á 7 anos...

Não há registros de qual personagem eu usava para jogar com ele, nem nada. Apenas um registro de que eu sentia sua falta e que era doloroso ver aquele ícone offline.

Eu estava no momento mais sombrio da minha vida, quando eu estava lutando para superar os monstros da minha cabeça e tentar não fazer besteira. Eu era o próprio abismo. E eu entendo que eu fazia mal a tudo e todos ao meu redor.

Minha única alegria é que alguns anos antes de sua morte eu disse que sentiria sua falta.

E eu senti. Levei anos para perceber que o ícone que eu esperava ficar online nem existe mais.

Eu senti a sua falta. Desculpe demorar tanto tempo para perceber isso, desculpe não ter sido forte o bastante para superar meus problemas. Eu vou tomar remédios, ficarei saudável, eu vou viver. E estou vivendo por que você me ajudou chegar até aqui. Obrigada ❤️

Desculpe ser tarde mais. Eu vou ficar saudável tarde demais para finalmente aquela conversa agradável que você precisava.

Obrigada por me ajudar a viver. Provavelmente não estaria aqui sem você em minha vida. Obrigada ❤️"


Mandei isto para a caixa de mensagens daquela pessoa que nem existe mais. A carta que talvez jamais seja lida.


Mas tudo bem, eu sei que pude dizer para ele ainda em vida que sentia sua falta e que estavamos nos afastando.

Hoje eu sei o porque. Eu era perturbada, doente da cabeça, depressiva e extremamente fria com as pessoas, não ligava para suas necessidades, pois eu mesma era negligenciado. Como saberia ser gentil e me importar se ninguém era assim comigo em casa?


Eu sei, são só desculpas... Não posso mudar o meu passado. Naquela época eu estava mal demais. E hoje estou bem, lamento não ter ficado bem á tempo para meu amigo ver isso. Mas...

Tudo bem. Um dia talvez nos encontremos em algum lugar e eu possa dizer obrigada. Ou desejar que o vento leve até os céus os meus sentimentos felizes e de gratidão. Obrigada amigo.

Sério. Obrigada por me ajudar chegar até aqui. Eu estou viva por sua causa. Suas noites em claro não foram em vão.

É uma pena que eu não me lembre dos rpgs,nem dos seus personagens, nem do que falavamos. Mas... Eu lembro da sua dedicação comigo, dos risos, dos dias de castigo em casa por que fiquei até tarde falando com você.

Meu amigo se foi jovem. E... É estranho. Eu chorei por ele, morto á mais de 4 anos... Mas... Minha avó se foi ontem e não consegui chorar... Não me lembrei de nenhum momento que me fizesse sentir muita coisa.

Talvez eu seja um monstro... Ou talvez... Esse estranho da internet, Luiz Yuuki. Tenha feito mais por mim do que quem me deu o sangue e a linhagem....

Que os céus lhe recompensem por sua bondade comigo. Obrigada amigo. Espero ainda poder te chamar de amigo. Obrigada.

Obrigada Yuuki.
Obrigada Batian, ainda que não consiga dizer nada para sua partida. Saiba que tentarei me lembrar de coisas boas e engraçadas que vivemos.

Mas... Eu realmente me sinto mal... Demorei para perceber que quem um dia chamei de melhor amigo se foi... E eu nem percebi. Só agora eu percebi...

terça-feira, 11 de maio de 2021

Flores mais escuras


Querido diário, me disseram que devia apenas falar da luz do sol, fazer um diário de coisas boas e alegres. Mas... Eu preciso contar a parte mais sombria...

Hoje eu trabalhei. A sensação de ser observada e alguem apertando minha coxa não foi embora.
Seria por que uma colega de trabalho me elogiou? Para dar contexto, eu sempre uso roupas de 1 a 3 números maiores que eu, por ter ombros e coxas grandes, então parece que ta folgado, mas, em alguns pontos como a articulação do ombro e quadril, tá no tamanho certo. Ela apertou a minha coxa e foi muito desconfortável.

A sensação demorou para ir embora.
Eu me senti perseguida e observada ao ir ao banheiro, a luz apaga a cada 1 min. É desagradável a luz apagar e acender apenas quando você se mexe para o sensor.
Não preciso descrever o que vejo quando as luzes apagam né?


Final de semana passado eu deletei sem querer a minha foto favorita. É triste, pois estava tentando a enviar para imprimir em uma máquina de fotos que aceita arquivos via aplicativo.

Hoje meu amor me fez carinho no queixo.
Sua imagem distorcida ecoa na minha cabeça, a sensação do meu maxilar inferior rasgado com a língua escorregando para fora da boca, ainda persiste.

Eu apenas disse " me assustei"... E apenas me afoguei neste sentimento de horror, medo e dor.

Tudo é frio e sombrio. Nada me aquece. Nada me conforta. Tudo é áspero e duro, e minhas alucinações transformam qualquer carícia em uma mutilação.

Eu sou um punhado de carne presos a ossos com restos indicativos de roupas,cabelos e qualquer outro traço humano...

Eu me vejo pior que um zumbi apodrecido.
A dor latente me aflinge, eu manco e me arrasto entre uma obrigação e outra.

Viver é doloroso. Respirar é sufocante, não compreendo muita coisa. Não consigo me focar no lazer, nem relaxar. Como um rato de laboratório, vivo na agonia, no desespero da incerteza de qual será o próximo experimento.


Eu estou respirando. E as vezes me sinto péssima por isso. Quantas pessoas não dariam uma parte de si para ter metade da minha saude física?

As vezes... Queria dar minhas pernas, pés, até outra parte de mim por um pouco de sanidade e saúde mental.


Afinal. Que pomada vc passa em um maxilar destroçado?... Mas um maxilar destroçado que só você vê e sente?

Meu corpo é saudável... A minha mente não.
Vou ir dormir, sem a certeza que acordo amanhã. Meu corpo acorda....mas a minha mente... O meu eu?


Ah... Nem os Deuses sabem... 

Eu realmente lamento existir. Eu realmente me culpo, realmento... Peço desculpas.
Afinal, minha mente quebrada... Em um corpo saudável... Quantos não dariam algo para ter a saúde física que tenho?

.... Eu sou aquele motor de Brasília, de fusca arremendado preso a uma Ferrari pronta para correr. Mas, que por motivos óbvios, não saí do lugar com eficiência.


Eu sinto dor, medo, frio... E nada tem me ajudado nisso.

Desculpe por isso. Eu sinto muito...

Sabe, eu sinto muito... 

Flores...


Querido diário. Comecei a colecionar fotos de flores, geralmente tiro fotos quando me sinto feliz ou vejo uma bela paisagem.

Por que flores? Bem, a primavera esta a todo vapor, e a beleza frágil das flores me traz certa paz. Por alguns instantes minha mente fica em silêncio.

Ultimamente o medo, visões ruins e sentimentos ruins tem me sufocado. Como se eu fosse morrer ou ser punida a qualquer instante.

Eu não me sinto segura. Tudo me machuca e me assusta, minha pele coça e arde, meu corpo as vezes parece estar se desmanchando. Mas acho que fisicamente estou bem, um pouco de dor nos dentes por causa de ficar a morder, cerrar os dentes sem perceber.

Não me lembro de quando eu pude relaxar sem ter uma crise mental. Não me lembro de quando foi a última vez que me senti tão livre e bem. Nada tem dado certo, ao menos dentro da minha cabeça. Algo esta se despedaçando a cada dia, cada dia o sol esta mais cinza.

A sensação de morte eminente não passa. Sensações de terror e horror que não me deixam em paz. Ou tenho medo, ou tenho frustração, se não é isso, é dor.... Sempre um ciclo perfeito desses três, dor, medo ou frustração, tenho com poucas variações desse ciclo.

Tenho passado muitas horas sozinha.

Eu queria me esconder em um canto e ficar quieta até tudo estar calmo. Mas, eu tenho um trabalho, boletos e obrigações.

Isso não é ruim, é apenas a parte comum da vida adulta. Porém... Não acho que a maioria dos adultos vive do jeito que eu vivo.

É complicado por em palavras as cena de horror visual e sentimentos abstratos em palavras.
Escrever aqui e tentar ser racional tem sido minha injeção de adrenalina, pancada na cabeça, conserto percursivo.

Eu preciso viver. Pois talvez um amanhã melhor virá.

Se caso o amanhã não chegar. Estará tudo bem. Estar respirando tem sido uma vitória.

Eu consigo comer, andar e trabalhar. As vezes é difícil dizer bom dia ou fazer algo espontâneo sem planejar por alguns minutos.

Uma parte minha esta podre. E bem... Eu vou andar até onde eu conseguir... 

Vou sorrir e apreciar o que consigo ver. E chorar quando tudo desmorona. Esta tudo bem...
Esta tudo bem.